Passou outubro
e eu não escrevi nada,
passou um mês
e não veio nada.
Veio eu,
veio outro eu,
veio o seu,
mas não veio nada.
Não vi ninguém,
não fiz nada.
Sorri pra alguém,
mas não falei nada.
Desci do trem,
ouvi "meu bem",
pedi "Não vem",
e não veio nada.
Olá, Novembro,
não te peço nada.
Chegue ameno,
Oh, não pedirei mais nada.
Mas esteja atento,
venha como o vento,
não me traga tormento,
nem me esconda nada.
Ah, meu amigo lento,
não me diga nada.
Desrespeitei Novembro,
posso fazer nada.
Se passou Outubro
e não escrevi nada,
vou musicar um poema
e criar uma balada.
E agora terminando,
vou quebrar essa parada.
E vou quebrando,
quebrando,
quebrando,
e quebrando.
Coisa nenhuma.
Ah, meu amigo lento,
não me diga nada.
Desrespeitei Novembro,
posso fazer nada.
Se passou Outubro
e não escrevi nada,
vou musicar um poema
e criar uma balada.
E agora terminando,
vou quebrar essa parada.
E vou quebrando,
quebrando,
quebrando,
e quebrando.
Coisa nenhuma.
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