O vento e a sua cota

-
O fracasso me subiu à cabeça.
O fracasso me subiu à hic! 'beça...
O fracasso me subiu a beça.
O fracasso hic! subiu a beça...
Hic! fracasso hic! a beça.
Roarrrr...

Bocejo.
G o t e j o
e gracejo,
desejo e, no ensejo,
beijo.

O vento.
O vento de cores frias.
O vento tem cores frias, e sons distantes.
Um rosto tem dois lados;
de um deles o sol e seu calor,
               do outro, depravado,
             o furor,
       do amor desejado.


E frio.
O vento é frio.
A morte é fria.
A morte é fúria.
Mas acalma.
Acalma a alma,
Acalma.
Acalma como o vento.

Que 
caiu.
Feriu
e grunhiu,
m a s s e n t i u,
m a s p a r t i u,
m a s c a i u.
De novo.


E o motivo é sabido:
caminhar não vale a pena.
E não o sei.
Vem aqui que eu te amo;
saber, também não sei.
Falar, também não sei.
Pensar, soar, mostrar,
Dotar; só me vem um esgotar
que de falar já me desbota,
como o vento e a sua cota
de cores frias.
De cores frias,
De cores frias e furiosas,
de almas furiosas,
de almas frias,
de almas de vento frio,
do vento frio e de sons...
De sons...
Daqueles distantes; bem, bem
dis t a n tes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário